Em nosso primeiro dia de vida fomos presenteados por estar fazendo parte da história, em todos os momentos em nossa vida temos por convicção a total certeza que cada passo ou movimento em geral estará se tornando algo a ser contado, ao se passar um segundo a anterior já se tornou história.
Para nós, admiradores fanáticos pela raça American Pit Bull Terrier, é de extrema importância que a linha de desenvolvimento da mesma que a cada segundo é traçada deve-se ser observada, estudada e avaliada historicamente e cientificamente.
Dentro desta analise genealógica, devemos observar o surgimento desta raça que amamos em um continente e o desenvolvimento efetivo da mesma em outro, assim, possibilitando, também pelo fato da separação espacial que muitas vezes gera um distanciamento idealista comparativo entre surgimento e desenvolvimento, que envolve o contesto funcionalidade x genótipo x fenótipo, a formação de um leque de linhas de sangue dentro da raça American Pit Bull Terrier, e a diferenciação até mesmo de raça específica, gerando duas raças diferentes com funcionalidades diferentes. Em sumo, a esta conseqüência, também as condições fenotípicas alteradas dentro dessas: condições anatômicas (as que envolvem composição corporal, músculos, perímetro e condição geral óssea, tecido adiposo e massa visceral), biomecânicas (condição ósteo-muscular aliada à física aplicada), cinesiológicas (que envolvem o estudo do corpo do animal em movimento em uma análise física e bio-cinesiológica) em geral todas as condições cineantropométricas alteradas.
Observado este fato histórico devemos sim mapear o desenvolvimento da raça para que possamos observar com afinco as origens e, dentro do trabalho atual, estar construindo um lindo e sólido projeto de seleção genealógica de bases alicerçadas em ciência x história, podendo assim, avaliar minuciosamente as questões genotípicas e fenotípicas do que criamos e, posterior a isto, estar fazendo uma avaliação também científica das progênies que virão, avaliando a fundo também as questões de homozigose e heterozigose em determinados choques sanguíneos e o tipo de cruzamento em cima de determinantes dentro delas um outcross , linebreeding ou até mesmo um inbreeding, e também variações para que se aumente a homozigose, como fechamentos maiores envolvendo mais consangüinidade ainda, todas as possibilidades devem ser cautelosamente estudadas.
A partir desta introdução, gostaria de citar parte de um outro artigo de minha autoria que mostra em síntese o desenvolvimento desta raça que amamos.
“É muito importante para o crescimento e desenvolvimento de uma raça que os envolvidos possuam uma qualificação cognitiva ligada ao estudo histórico, biomecânico e cineantropométrico da mesma, ligando dados físicos a dados genealógicos.
Segundo algumas literaturas de renomados cientistas cinotécnicos, podemos definí-los assim, como Mike Homan (A Complete History Fighting Dogs), George C. Armitage (Thirty Years with Fighting Dogs), Dieter Fleig (Fighting Dog Breeds) (The History of Fighting Dogs) e, para mim o mais coerente e culto/prático, Carl Semencic (The World of Fighting Dogs) que uniu a prática a teoria (PRÁXIS). Em sumo, relatam que anos que antecederam os séculos XVIII e XIX, a seleção a partir do Old English Bulldog, em seu formato antigo, sendo estes séculos formadores de mais ou menos 200 anos que antecederão os acima citados, a seleção feita, levando em consideração a condição para o trabalho destes fighting dogs, em quase 100 % qualificados pela índole e após todos os testes pelo temperamento (Caráter) (que é moldado pela própria índole, ambiente em que vive e trabalho a que é submetido), levando em menor percentual as condições biomecânicas e cineantropométricas destes animais em consideração, em alguns anos, pela própria seleção, surge com um leque de “linhas” de variações a raça American Pit Bull Terrier em seu formato tradicional. Em nenhum momento foram selecionados pelo fenótipo com esta consideração em 100 %, e sim pelo dote funcional dado a estes animais, formando pela seleção da exigência do trabalho (as rinhas) o verdadeiro Game-Dog, as diversas linhas tradicionais que já eram pilarizadas na Inglaterra, Irlanda e Escócia, região do Reino Unido (UK), Europa, a partir disto à migração e o desenvolvimento definitivo e OPORTUNO nos Estados Unidos da América. Sendo assim, isto acima citado, o néctar do desenvolvimento da raça American Pit Bull Terrier no molde Tradicional (Molde ORIGINAL, raça determinada).
Posterior a isto, reportando aí alguns anos, nos Estados Unidos e paralelamente no Reino Unido,exemplares por oportunidade de Clube cinófilo (CARTÓRIOS), após serem considerados degeneração da raça, American Pit Bull Terriers Tradicionais que não eram aptos as rinhas, pela não possibilidade de seleção para serem exímios Game Dogs , começam a ser selecionados somente fenotipicamente, e a partir disto se inicia a formação e começa-se desenhar uma nova raça, a raça “American Staffordashire Terrier”, convergindo para um só ponto a fixação da base da raça American Staffordashire Terrier, que em quase 100% é determinada pelo fenótipo (condição biomecânica, cineantropométrica e de composição corporal), com leve participação de sua índole operante.
Em 1936 o primeiro “American Staffordshire Terrier” é reconhecido pela (AKC) (American Kennel Club), a cadela “Wheeler’s Black Dinah”, em 1936 o primeiro oficializado Campeão pela (AKC), o cão “Maher’s Captain D”. Surge a partir disto oficialmente a raça “American Staffordshire Terrier”, seria esta a 19 raça do grupo dos Terriers reconhecida pela AKC e posteriormente reconhecida também pela outra gigante a FCI (Federação Cinológica Internacional).
Neste mesmo período ocorre a possibilidade para cães da raça American Staffordshire Terrier, possuírem na entidade pioneira da raça American Pit-Bull Terrier a UKC (United Kennel Club) esta desde 1898, que estes possuam DUAL REGISTER (Duplo Registro), eram registrados na AKC como American Staffordshire Terriers e na UKC como American Pit Bull Terriers. Vale lembrar que American Pit-Bull Terriers não poderiam ser registrados na AKC como American Staffordshire Terriers.
Temos em conjunto a tudo isto a fundação da ADBA (American Dog Breeders Association) em 1909,e a ADBA depois de alguns anos com mudança de comando, e operada por criadores menos conservadores e menos comprometidos com a raça, começa a reconhecer os pedigrees da UKC.
A AKC reconheceu que este desenvolvimento para SHOWs de Beleza em cães American Pit Bull Terriers Tradicionais, aqueles degenerados, que não serviam funcionalmente, aqueles tradicionais que eram mortos quando não se tornavam grandes Game-Dogs (Cães de Jogo, Cães de Rinha), que de tradicionais não tinham nada, que selecionados somente fenotipicamente viraram com o tempo American Staffordshire Terriers, esta segundo a AKC,sem dúvida seria a melhor forma de se reconhecer os American Pit Bull Terriers no AKC, pois a partir do surgimento dos American Staffordshire’s Terriers, Pit Bulls degenerados funcionalmente, estes reconhecidos pela AKC.Já a FCI, não compactuava com a legalidade das rinhas nos Estados Unidos, e esta legalidade foi até o ano de 1976, então pelos American Staffordshire Terriers serem Pit-Bulls de rinha degenerados e reconstruídos fenotipicamente, e cães somente de “shows de beleza”, ocorre que a FCI reconhece a raça e a introduz no grupo dos Terriers.
Efetivamente, entre séculos XVIII (finalzinho) e XIX, começam a ser aliados a estes cães considerados de DUAL REGISTRO pela entidade UKC a obra prima chamada raça American Pit Bull Terrier em seu formato tradicional, aliando a estes cães, dual registro acima citados (DEGENERAÇÃO DA RAÇA), assim se formando o nosso, e bem citado por Richard Stratton (MODERN AMERICAN PIT BULL TERRIER), o American Pit-Bull Terrier Moderno.
Temos que citar também que hoje em dia este néctar da raça American Pit Bull Terrier tradicional ainda é criado com uma força estupenda em todo mundo e inclusive no Brasil para quebrar paradigmas, e é, em quantidade, criado mais seriamente e com mais qualidade do que o nosso moderno American Pit Bull Terrier, que é hoje o que está na mídia de revistas com pouco conteúdo cinófilo sério, somente com reportagens de afinco comercial e promocional que acometem o leitor carente de informação cinotécnica séria, a ser enganado e excluso da verdade genealógica e histórica desta raça que amamos.
Podemos fazer uma foto de satélite da criação da raça American Pit Bull Terrier no mundo em seus dois formatos: o Tradicional e o Moderno,eu Wagner Bettega, gosto de citar criação de American Pit-Bull Terriers de verdade, e criação de Pit-Staffs, pois o moderno é nada mais nada menos que cruzmanto de Pit Bulls de Verdade, American Pit-Bull Terriers Tradicionais com American Staffordshire Terriers. Vemos em todos os países em que a mesma se desenvolveu, uma variedade de vertentes e de entidades, inclusive como no Brasil a CBKC , reconhecendo a raça como “Não Reconhecida pela FCI”, Grupo 11.
Mas ainda assim em todo mundo as entidades mais respeitadas que ainda regem a raça, são as duas pioneiras e grandes Americanas, a UKC desde 1898, e a ADBA desde 1909 esta criada por criadores mais tradicionais e conservadores.
Gosto de frisar que para criadores mais tradicionais que criam a mais de 100 anos, passando de geração a geração nos Estados unidos, NÃO almejam o reconhecimento da raça American Pit Bull Terrier pela FCI, pois estão mega satisfeitos como EU, com a UKC e com a ADBA, que fazem um trabalho muito sério de controle genealógico com consulta ON-LINE e na entidade com mais de 100 anos de atestados de procedência fotod ETC... Exames de DNA emissão de belíssimos PEDIGREES que possuem 7 gerações pelo menos,e se consultarmos estes animais encontraremos mais de 100 anos de arquivo genealógico, 100 % procedente.
Na minha mais modesta opinião a raça “pela FCI”, já foi reconhecida a muitos anos, pois os American Staffordshire Terriers já estão ai a muito tempo, fico feliz por isto, pois assim nossos American Pit-Bull Terriers se conservam íntegros de puro sangue, sem Registros Inicias , que nada mais nada menos são atestados de Híbridos, Vira-Latas em sua árvore genealógica. A não ser os RIs dos American Pit Bull Terriers abrasileirados que surgiram do nada no Brasil e ganharam um mega presente, um registro inicial, caíram do céu, tem documento mais em muitos casos são frutos de cruzamentos híbridos, é triste, muito triste.
Focalizando na raça, temos duas coisas bem definidas: o American Pit Bull Terrier TRADICIONAL e o MODERNO, aquele que começa a ser selecionado não só pela funcionabilidade, pois ao entrar em exposições de beleza é selecionado pelo fenótipo em quase 100%.
Hoje temos bem situadas duas coisas distintas: TRADICIONAL (Néctar, VERDADEIRO), e MODERNO (genealogicamente agredido). Esta definição vale para o MUNDO INTEIRO.
Atualmente temos sem dúvida que separar ou tomar muito cuidado na união destas duas vertentes, pois a união de um American Pit-Bull Terrier Tradicional com um Moderno American Pit-Bull Terrier, pode gerar o que existe de mais heterogênio na criação de cães, muita heterozigose.
Para situar o leitor nestas duas vertentes vou colocar fotos de grandes cães na minha mais modesta opinião, que representam o Moderno e o Tradicional American Pit-Bull Terrier, ambos estes cães registrados nas duas maiores entidades dos EUA, a ADBA e a UKC.

“O Desenvolvimento da raça American Pit Bull Terrier.”
por Wagner Bettega (Castor)

RED BLOOD LINE KENNEL Curitiba-Paraná-Brasil

Tradicional American Pit Bull Terrier

Lukane – do canil Southern Kennels–Miami-EUA- Criador Victor Aycart
Moderno American Pit Bull Terrier.

Morgan, do Canil RoKi Reds, Estados Unidos, criadora Kim Alisson.

A partir do momento que pegamos cães que em algumas gerações anteriores possuem DUAL REGISTRO estamos partindo para a criação do Moderno Pit Bull, sendo que, se estes animais atuais que em gerações anteriores possuem, por exemplo, bases em alguns cães de linhas ainda para se definirem como, trabalho da falecida Sandy Comer (Canil Lar-San)EUA, cães Lar-San,trabalho da Tekla Castillos (Canil Castillos)EUA, cães Castillos, trabalho da Kellie Jones (Canil Vegas)EUA, cães Vegas , Kim Alisson com os Roki Reds de base Lar-San e outros,que são as mais presentes em cães modernos, que nada mais nada menos são cães tradicionais OFRN ( Cães tradicionais Old Family Red Noses),aliados a cães DUAL REGISTRO, (American Staffordshire Terriers natos), lembro que a associação destes American Staffordshire Terriers mais ou menos, entre 1930 e 1960, temos que saber genealógicamente com que tipo de fenótipos estamos trabalhando. E no caso da seleção genuína de cães Tradicionais com fenótipo de tradicionais, temos que focar a criação em cima linhas de trabalho como: trabalho do Mr Floyd Boudreaux (Canil Boudreaux)EUA, Cães Eli, trabalho Mr Bob Hall, cães Bullyson, trabalho Mr David Tant’s, cães Red Boy Jocko, Mr Victor Aycart, cães Mayday todos com base sólida no Néctar da raça cães de J.P Colby, Louis Colby, Joe Corvino, Earl Tudor e outros, e estes que preservam os cães tradicionais (São sem dúvida maioria no Brasil e no mundo).
O próprio Modern American Pit Bull Terrier que tem base também bem esclarecida e é criado de uma forma ainda meio que perdida no mundo inteiro e, este sim. selecionado basicamente, por quase em 100 %, pela Composição Corporal e também em mínimo dado pela funcionalidade, já que é claro que todo animal deve ser apto ao trabalho a que lhe é determinado genealogicamante e historicamente. Nesta parte do bolo temos também no mundo um trabalho fantástico sendo feito por alguns criadores que sabem selecionar genealogicamente e conformacionalmente estes animais para que se tornem mais homogêneos, sejam funcionais e belos, aptos a serem julgados em expôs destes clubes citados.
Temos que esclarecer para que no Brasil não fique muito complicado, sendo moralizado sem esta distinção destas duas fatias (Tradicional e Moderno).
Precisamos informar, mostrar ao Brasil estas duas faces. Mostrar genealogicamente e em fenótipo as duas, levar informações sérias com base histórica e com base bibliográfica, sem fornecer informações que saem do nosso próprio coração por vaidades comerciais e pessoais. Criar com o coração e comercialmente não traz benefício nenhum à raça nenhuma.
Então, a todos os amigos leitores, vamos ter distinção genealógica. Temos um grande foco que pode ser observado, por exemplo, na fundação do canil Lar-San o cão “Comer´s Ceasars Oscar” que nada mais nada menos possui sangue Hemphill, e outros de bases tradicionais aliados a cães Dual Registro como AKC. CH. KNIGHT CRUSADER e mais........etc.....etc.....
Temos que separar estas duas vertentes, pois temos pessoas sérias no mundo que criam tanto o Tradicional American Pit Bull Terrier como o Moderno American Pit Bull Terrier. Vamos olhar historicamente e genealogicamente para focarmos nosso objetivo, pois podemos ter grandes cães tradicionais, e cães modernos genealogicamente bem selecionados e funcionais.
Temos que tomar muito cuidado com teorias afetivas. Temos bases excelentes no Brasil, de muito respeito, e também novos cães advindos de primeira geração de cães americanos que muito estão somando a nossa criação e que muito irão somar, hoje no panorama da raça tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Enfim, no mundo inteiro temos excelentes modernos e tradicionais exemplares, e péssimos modernos e tradicionais exemplares. Vamos avaliar genealogicamente, funcionalmente e fenotipicamente, para que possamos determinar se estamos criando pits tradicionais ou modernos.”
No início, a criação da raça no Brasil foi introduzida de uma forma bem fácil de ser mapeada, pois a raça teve um começo bem tímido. Observando alguns relatos históricos do Brasil, podemos dizer que no final da década de 70 e início da década de 80 alguns entusiastas, ainda que desinformados, carentes de informação cinotécnica, já namoravam a raça no exterior e já haviam importados alguns exemplares e, efetivamente em 1980, temos relatos bem concretos documentados da história de três animais vindos da Europa das linhas mais tradicionais, um deles já consagrado um Game Dog (Cão de Jogo (RINHA)) campeão Ch Dynamite. Mas, efetivamente relatado, o início da criação se dá a partir do meio para o final da década de 80, sendo que, no maciço, os cães que vieram eram de linhas 100 % ou quase que 100 % tradicionais, tenho que ressaltar que muitos vieram sem comprovação genealógica nenhuma, mas estes nem vão ser citados, e muito menos utilizados em criações sérias, mas alguns criadores fixaram suas bases em cães importados sem procedência, que nada mais nada menos caracterizam um plantel improcedente, de Híbridos sem procedência, Vira-Latas, os que se caracterizam fenotipicamente e genealogicamente como Moderno American Pit Bull Terrier, desembarcam em solo brasileiro no início da década de 90 pelas mãos do Sr. Renato Malta e Sr. Dino Fagnani.
Tendo em vista a quantidade de informações históricas que possuímos no Brasil sobre a procedência de nossos animais, devemos rotular o nosso projeto de criação de
acordo com as duas entidades mais sérias que regem a raça: a UKC e a ADBA, levando em consideração as tendências históricas e standard pré determinados de acordo com a funcionalidade da raça.
Hoje no mundo, vemos que mesmo dentro da criação do Moderno American Pit Bull Terrier existem exemplares com uma linda conformação com relação a composição corporal e cineantropométrica e sem dúvida são animais muito funcionais que não se distanciam da sua origem funcional.
Outro cuidado que criadores sérios que realmente se preocupam com a raça APBT, tem que tomar, é que SOMOS CRIADORES DE CÃES, QUEREMOS PRESERVAR UMA RAÇA, TEMOS QUE TER CÃES 100 % PROCEDENTES, TEMOS EM NOSSA RAÇA CONTROLE GENEALÓGICO DESDE 1898 E DOCUMENTOS DE ALGUNS CLUBES EUROPEUS ANTERIORES, ENTÃO PARA AFIRMAR QUE TEM UM AMERICAN PIT BULL TERRIER PURO SANGUE, PURO DE RAÇA, PURE BREED , SEU CÃO TEM QUE SER 100 % PROCEDENTE, NÃO PODE CONTER NENHUM REGISTRO INICIAL SEM COMPROVAÇÃO GENEALÓGICA EM SUA ÁRVORE, NEM QUE SEJA A MAIS DE 10 GERAÇÕES.
SOMOS CRIADORES DE CÃES PURO SANGUE E NÃO CRIADORES DE GADO DE CORTE, ENTÃO NÃO EXISTE TEORIA DE PURIFICAÇÃO SANGUINEA NA ASSOCIAÇÃO DE PUROS SANGUE COM VIRA LATAS QUE SE PARECEM COM PIT BULLS, PURO SANGUE É PURO SANGUE.
Se não comprova a procedência por exames de DNA, não tem APBT, você acaba de comprar um mordedor de pessoas da mídia, tem vira latas, criador sério não tem RI (Registro inicial) em sua árvore genealógica, temos que tomar muito cuidado com cães sem procedência, eu compro roupas originais, sou anti-pirataria, pois as marcas que uso me garantem o produto, ninguém no mundo pode estar garantindo um APBT sem procedência, pois é FALSO, cópia, se parece mais não é.
MUITO CUIDADO AOS NOVOS PROPRIETÁRIOS QUE SÃO A CADA DIA ENGANADOS COM PEDIGREES COM BASE EM CÃES RIs. Temos na CBKC sim registros sérios procedentes que vieram a partir da transcrição de pedigrees das duas entidades mais sérias, antigas e respeitadas na raça, a UKC e a ADBA, mas temos também muita , mais muita coisa vindo de RIs, então tome cuidado quando comprar um APBT, confirme em clubes especializados se este é um PURO SANGUE, ou se esta comprando GATO por LEBRE.
Me perdoem pelas duras criticas ao RI (Registro Inicial), mas não concordo com a tal atitude em NENHUMA RAÇA.

Agora um tópico muito importante para que se comece a entender fenotipicamente e funcionalmente nos dias de hoje a raça American Pit Bull Terrier.
American Pit Bull Terrier
Clube do American Pit Bull Terrier
Padrão – Comentários – Julgamento

Historico ( UKC 2004 )

Certa época durante o século 19, criadores na Inglaterra, Irlanda e Escócia começaram a experimentar cruzamentos entre Bulldogues e Terriers, procurando por um cão que combinasse a determinação dos Terriers com a força e atleticidade dos Bulldogues. O resultado foi um cão que obteve todas essas virtudes atribuídas à grandes guerreiros: força, coragem e docilidade com seus amados. Imigrantes trouxeram esse cruzamento de “bulls e terriers” para os Estados Unidos da América. Os talentos do American Pit Bull Terrier não passaram desapercebidos por fazendeiros e rancheiros que usaram seus APBT para proteção, lida com gado, caça e companhia familiar. Hoje, o American Pit Bull Terrier continua a demonstrar uma vasta versatilidade, competindo com sucesso em provas de Obediência, Agility, Tração, Esportes, Provas de Aventura e Exposições.
O United Kennel Club foi a primeira entidade a reconhecer o APBT. C.Z.Bennet registrou seu primeiro APBT em 1898.

Legenda do texto:

Azul: Padrão UKC
Vermelho: Comentário APBT Conformation ( USA )
Verde: American Dog Breeders Association ( USA )

Padrão UKC

1.APARÊNCIA GERAL

- O American Pit Bull Terrier é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto, sendo que as fêmeas podem ser algo mais longas que os machos. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual a metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas e podem ser naturais ou cortadas. A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando-se em direção da ponta. O American Pit Bull Terrier se apresenta em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.

1.1.Aspecto Geral:

- “O American Pit Bull Terrier é um cão de porte médio...” o padrão sugere algo entre 14 a 28 kilos com o máximo de 53cm de cernelha. Apesar de a proporcionalidade ser mais importante, há que se ater a sugestão como critério de preferência. Entende-se que para que o cão se adapte às características sugeridas mantendo o pote médio, essas medidas são adequadas.

-....”de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida...”demonstra um cão com baixo percentual de gordura e definição muscular proveniente de condicionamento aeróbico. Musculatura definida é diferente de extremamente desenvolvida. O excesso de musculatura pode prejudicar desenvoltura e funcionalidade do cão.

- “Esta raça é poderosa e atlética”. A junção do termo “poderosa e atlética” reforça a característica de alta definição muscular e ausência de gordura.

-“A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo...” a cabeça média nos remete a proporcionalidade, tirando qualquer alusão a preferência por cabeças exageradamente grandes. A cabeça extremamente pesada atrapalha as funcionalidades atléticas do cão.

-“A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando-se em direção da ponta....” cauda inserida baixa não é o mesmo que postada integralmente baixa. A característica alegre e atenta do cão permite que em movimento ele poste a 45 graus do dorso.

- “A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.” Essa passagem mostra mais uma vez o condicionamento resistente e a atleticidade, rejeitando exageros em musculatura, ossatura e altura


2.CARACTERÍSTICAS

- As características essenciais do APBT são a resistência, autoconfiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo fato que a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto uma boa cerca é necessária para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isto é extremamente indesejável. A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar.

- O American Pit Bull Terrier sempre foi capaz de executar uma grande variedade de trabalhos, portanto, exageros ou faltas devem ser penalizados na proporção do quanto podem interferir na versatilidade do cão.

2.1.Temperamento

- “As características essenciais do APBT são a resistência, autoconfiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo fato que a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães.”

- “O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isto é extremamente indesejável.” Sobre o temperamento, há que se considerar alguns aspectos de extrema importância:

-O temperamento é o aspecto mais importante a ser visto em APBT. O cão que não tem o temperamento característico deve ser descartado antes de qualquer julgamento sobre sua estrutura física. -O APBT deve demonstrar uma alegria de viver, deve parecer atento a qualquer movimento, esperando ver algo excitante, deve ser confiante e demonstrar muito afeto ao ser humano. O aspecto confiante é essencialmente esperado no APBT.

-Os filhotes podem mostrar um pouco de agressividade, mas nunca contra o ser humano. Os adultos que demonstrarem medo ou agressividade devem ser descartados.

-Os juízes não devem hesitar em descartar cães que demonstrarem medo ou agressividade ao ser humano. Devem entender que o temperamento é 80% da base genética destes cães. A raça passa por problemas sérios pela grande produção de cães com temperamento inadequado.

-O APBT pode demonstrar uma agressividade a outro cão, isso é característico da raça, o que é diferente da agressividade a um ser humano. A agressividade a outro cão não deve ser obrigatoriamente demonstrada devido a sociabilização que o cão pode ter recebido, mas deve ser permitida sem nenhuma penalização. Todos os proprietários e handlers devem cuidar para que seus cães não agridam outros cães fisicamente. Essa responsabilidade deve ser exigida e quando ignorada, deve ser penalizada.

-Um APBT que demonstrar qualquer agressividade ao ser humano deve ser castrado ou até exterminado. Tal temperamento não condiz com as características da raça.

-O APBT é uma raça marcada pelo entusiasmo que demonstra ao desempenhar suas atividades.

-Um cão com falta grave e temperamento adequado deve ser preferido ao cão sem faltas porém, com temperamento inadequado.

-O American Pit Bull é um terrier, e deve agir como terrier.

-O APBT deve sempre demonstrar entusiasmo ao encontrar um ser humano, muitas vezes abanando a cauda, principalmente quando filhotes. Os cães mais velhos demonstram menos entusiasmo, porém mantém a atenção a todos os movimentos.

-O APBT é um excelente companheiro da família e demonstram um notável amor pelas crianças.

-Pelo fato do APBT demonstrar uma certa agressividade a outros cães e ter um físico poderoso, ele deve necessariamente ter um dono responsável, que faça um trabalho de sociabilização e obediência, para o seu convívio em sociedade.

-O APBT não deve ser escolhido para guarda, pois ele deve ser extremamente dócil até mesmo com estranhos.

-A cauda abanando deve ser esperada na apresentação dos cães.

-Em caso de uma pessoa estranha agir de forma agressiva ao seu dono, o APBT, em último caso, deve proteger seu dono, porém são casos extremos e bem raros.

2.2.Geral

-“A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto uma boa cerca é necessária para a raça...”

-“A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar.”

-“O American Pit Bull Terrier sempre foi capaz de executar uma grande variedade de trabalhos, portanto, exageros ou faltas devem ser penalizados na proporção do quanto podem interferir na versatilidade do cão.”
- Essas três passagens nos mostram que o APBT é um cão extremamente funcional e apto a diversos tipos de trabalho e esportes. Nos mostra ainda um cão ativo, o que refuta a idéia de um molosso por exigir agilidade e disposição.


2.3.Angulações e balanceamento

A linha que sai do solo e segue a escapula, passando pela junção com o úmero, forma um ângulo de 90 graus com a linha, que sai da junção escapula x úmero e passa pelo cotovelo em direção ao solo. Elas criam a linha que esta a 90 graus do solo e passa pelo cotovelo e o fim da escapula. O mesmo se aplica aos posteriores, onde a linha se estende ao ponto mais alto do pélvis, passando pela ponta do fêmur em direção ao solo. Fazendo um ângulo de 90 graus, encontramos a linha verde que segue a linha do fêmur. Uma linha então é formada saindo do ponto mais alto do pélvis, passando pelo joelho, onde o fêmur encontra a tíbia e fazendo um angulo e 90 graus com o solo.
-Os ângulos acima apontados, são iguais em relação ao solo


3.CABEÇA

- “A cabeça do APBT é singular e é um elemento chave quanto ao tipo da raça. A cabeça não deve ser desproporcional ao tamanho do corpo. “-O APBT é um cão extremamente proporcional, portanto a cabeça deve acompanhar o corpo e não ser exageradamente grande ou pequena. Uma cabeça grande ou pesada é menos preferida que a pequena ou leve. Se um cão tem uma cabeça pequena e movimentação correta, ele deve ser preferido a um cão com cabeça pesada e movimentos pesados.

- “Vista de frente, a cabeça tem o formato de uma cunha rústica, larga. Quando vista de lado, o crânio e o focinho são paralelos entre si, unidos por um stop bem definido e moderadamente fundo. Os arcos supra orbitais sobre os olhos são bem definidos mas não pronunciados. A cabeça é bem cinzelada, unindo resistência, elegância, caráter.” -Cabeça em formato de cunha com masseter bem marcado e leve aprofundamento entre na linha central do crânio, partindo entre as orelhas até o stop.

- Machos com cabeças femininas não devem ser preferidos, assim como o inverso.

- A cabeça é larga e de médio comprimento. Olhando de frente, ela deve medir de largura 2/3 da largura dos ombros. Vista de lado, a linha do focinho é paralela a linha da testa, com leve stop.

A cabeça nunca deve ser pesada, pois é uma desvantagem ao cão que deverá carregar um peso excessivo para suas atividades.

- A cabeça não deve conter muitas rugas, enrugando levemente a testa quando o cão presta atenção em algo. Isso inclui também o pescoço que não deve conter peles sobrando.O focinho é ligeiramente largo e profundo, com leve alargamento no stop e leve afunilamento no nariz.

O Comprimento do focinho e menor que o comprimento do crânio em uma proporção de 2/3.

- A linha superior do focinho é reta. A mandíbula inferior é bem desenvolvida.

- Os lábios são justos, sem sobras.

- A cabeça varia mais no pit bull moderno do que qualquer outra parte do corpo, possivelmente porque sua conformação é o que menos tem a ver com sua performance. Porém, há certos atributos que parecem ser vantajosos. Em primeiro lugar, seu tamanho. Uma cabeça muito grande apenas carrega mais peso e aumenta as chances de Ter de lutar com um cão mais pesado. Uma cabeça muito pequena é facilmente castigada e também muito facilmente sacudida num combate. Já num cão bem proporcionado, a cabeça parece ter cerca de 2/3 da largura dos ombros e ser cerca de 25% mais larga nas bochechas do que no pescoço na base do crânio; a distância do occipital até o stop deve ser quase igual à distância do stop à ponta do focinho. O encontro do crânio com o focinho deve ser bem desenvolvido, o que torna a área diretamente sob os olhos consideravelmente mais larga do que a cabeça na base das orelhas.. A profundidade do topo do crânio à base da mandíbula é importante. A mandíbula é fechada pelo músculo fossa-temporal exercendo pressão no processo coronóide. Quanto mais profunda for a cabeça neste ponto, isto é, entre o arco zigomático e o processo angular na base da mandíbula, maiores serão as chances de que o cão possua maior poder de alavanca para fechar a mandíbula e mantê-la fechada. Um focinho compacto e mandíbulas bem desenvolvidas não têm muita relação com potência da mordedura, mas suportam melhor o castigo em combate. Cães com lábios pendentes ficam continuamente prendendo os lábios nos caninos, o que é uma grande desvantagem para eles. No geral, tal cabeça possuirá o formato de uma cunha quando vista pelo topo ou de perfil, redonda quando vista pela frente.

4.CRÂNIO

- O crânio é largo, plano ou levemente arredondado, profundo e largo entre as orelhas. Visto de cima, o crânio vai afilando levemente em direção ao stop. Existe um sulco mediano profundo que vai diminuindo de profundidade do stop ao ocipital. Os músculos das bochechas são proeminentes sem presença de rugas. Quando o cão está se concentrando formam-se rugas na sua testa, o que oferece ao APBT sua expressão singular.

5.FOCINHO

- O focinho é largo, profundo com um afilamento muito suave indo do stop para o nariz com uma ligeira separação debaixo dos olhos. O focinho é mais curto do que o comprimento do crânio, com uma proporção de aproximadamente 2 para 3. O dosro do focinho é reto. A mandíbula inferior é bem desenvolvida, larga e profunda. Os lábios são secos e bem ajustados.

Faltas: focinho pontudo, comissuras labiais pendentes, mandíbula inferior fraca.


6.DENTES

- O APBT tem a dentição completa com dentes bem nivelados e brancos, encontrando-se numa mordedura em tesoura.

Falta: mordedura em torquês.

Faltas sérias: mordedura com prognatismo ou enognatismo, mandíbula torcida, falta de dente (isto não se aplica a um dente perdido ou removido por um veterinário).

- O APBT tem dentição completa com mordida em tesoura. Sendo composta por 12 incisivos, 4 caninos, 16 pré-molares e 10 molares.

A falta de P4 deve ser mais penalizada que a falta de P3, que deve ser mais penalizada que a falta de P2, que deve ser mais que a de P1, que também não deve ser preferida. O grau de penalização segue o grau de importância dos dentes acima.

- Incisivos para mordida
- Caninos perfurantes
- Pre molares cortantes
- Molares esmagadores.
- Devemos nos preocupar com toda a mordida, não só com a oclusão dos incisivos.

7.NARIZ

- O nariz é grande, com narinas largas e bem abertas. O nariz pode ser de qualquer cor.” A despigmentação deve ser penalizada, pois mostra extrema recessividade genética e uma propensão a problemas de pele.

Falta séria: Despigmentação de trufa.

8.OLHOS

- Os olhos são de tamanho médio, redondos ou amendoados, inseridos bem afastados entre si, profundos no crânio. Todas as cores são igualmente aceitáveis, exceto o azul. Olhos azuis são falta séria. A terceira pálpebra não deve ser aparente.

Falta séria: Olhos esbugalhados, olhos de cores diferentes, olhos azuis.

9.ORELHAS

- As orelhas são inseridas altas e podem ou não ser operadas, sem preferência. Se forem deixadas ao natural, as semi eretas ou em rosa são preferíveis. Orelhas pontiagudas, achatadas (deitadas) no crânio ou largas não são desejáveis.

Falta: Orelhas caídas, de inserção baixa e ou extremamente pesadas.


10.PESCOÇO

- “O pescoço é de comprimento moderado, musculoso. Apresenta uma ligeira curvatura ou arco na crista. O pescoço vai alargando gradualmente conforme vai descendo do crânio até o ponto em que se junta com os ombros bem angulados. A pele no pescoço é bem ajustada, sem pele solta formando bardela.” Pescoços curtos, grossos ou finos demais não devem ser preferidos.

Falta : Pescoços curtos, grossos ou finos demais

11.DIANTEIROS

- As escápulas são longas, largas, musculosas e bem inclinadas. O úmero é quase igual ao comprimento da escápula com a qual se une num aparente ângulo reto.
As pernas dianteiras são fortes e musculosas. Os cotovelos se ajustam bem ao corpo. Vistos de frente, as pernas dianteiras colocam-se moderadamente afastadas e perpendiculares ao solo. Os metacarpos são curtos, poderosos, retos, flexíveis. Quando vistos em perfil, os metacarpos parecem quase eretos.

Faltas: Ombros retos ou sobrecarregados, cotovelos virados para fora ou para dentro. Metacarpos cedidos, pernas dianteiras arqueadas. Munhecas viradas para fora. Pisada virada para dentro ou para fora

Esse é um arqueamento desejado. Perceba que a mandíbula inferior esta paralela ao solo com um leve arqueamento do pescoço.

- A escapula (ombro) é larga, longas, bem musculadas e descontraídas. O úmero tem o mesmo comprimento da escapula e se juntam num ângulo de 90 graus.

- A figura mostra as angulações anteriores corretas. A figura acima mostra as angulações de metacarpos correta, na figura, alta e fraca.

- Os membros dianteiros são fortes e musculados, os cotovelos junto ao corpo e igualmente musculados. Visto de frente, os membros dianteiros são perpendiculares ao sol

-Qualquer característica diferente das citadas são consideradas faltas e não devem ser preferidas.
Os ombros devem ser ligeiramente mais largos do que a caixa toráxica na altura da oitava costela. Ombros muito estreitos não suportam uma musculatura adequada, mas ombros muito largos tornam o cão lento e adicionam peso desnecessário. A escápula deve ser larga e achatada, fazendo um ângulo de 45o ou menos com o chão. O úmero deve estar em um ângulo idêntico na direção oposta e ser longo o suficiente para que os cotovelos fiquem abaixo da base da caixa toráxica. Os úmeros devem estar quase paralelos à coluna vertebral e os cotovelos juntos do corpo, não para fora como num bulldogue inglês. Este tipo de ombro é mais facilmente deslocado e quebrado menos com o chão. O úmero deve estar em um ângulo idêntico na direção oposta e ser longo o suficiente para que os cotovelos fiquem abaixo da base da caixa toráxica. Os úmeros devem estar quase paralelos à coluna vertebral e os cotovelos juntos do corpo, não para fora como num bulldogue inglês. Este tipo de ombro é mais facilmente deslocado e quebrado


12.CORPO

- O peito é profundo, cheio e moderadamente largo com bastante espaço para acomodar o coração e os pulmões, porém o peito jamais deve ser mais largo do que fundo. O antepeito não se estende muito além da ponta do ombro. As costelas se estendem bem para trás e partindo da espinha dorsal apresentam um bom arqueamento, afinando, até formarem um corpo fundo estendendo-se até os cotovelos. O dorso é forte e firme. A linha superior é levemente descendente da cernelha até a garupa larga, musculosa e nivelada. O lombo é curto, musculoso, arqueando levemente em direção do topo da garupa, porém é mais estreito do que a caixa toraxica e apresenta um moderado recolhimento do estômago (tuck-up).

- As costelas tem um formato arredondado entre a coluna e os ombros, dando o aspecto de profundidade, diminuindo seu diâmetro no sentido da cauda e aumentando na direção do peito.

- As costas são firme e fortes. Declinam levemente no sentido da cauda.

A cintura é muito importante e indica o grau de condicionamento do cão. APBT com bom condicionamento deve ter uma cintura bem definida. O peito baixo mostra um maior espaço para pulmões e coração. Maior espaço para pulmões significa maior capacidade de ar, conseqüentemente, maior oxigenação, o que permite os músculos trabalharem por maior período sem fadiga. Portanto, a linha baixa, peito-cintura, é muito importante para indicar um potencial atlético. A traseira é curta e forte, arqueada para baixo na inserção da cauda. Boa parte do trabalho na funcionalidade do APBT é desenvolvido pela traseira, portanto, a mobilidade dada pela cintura é essencial.

- A maior parte do que foi descrito acima se refere às características ósseas do cão. Quando olhamos para sua musculatura do ponto de vista do criador, é muito mais importante olhar para as características genéticas do que para a aparência obtida pelo condicionamento. Um cão geneticamente poderoso pode ser um vencedor mesmo nas mãos de um treinador inepto, mas um cão geneticamente fraco precisa de um bom handler para vencer. O condicionamento não pode fazer muito por ele.

- Pense nos ossos como alavancas, tendo as juntas como fulcro e os músculos como a fonte de força. Os músculos devem ser longos. Músculos curtos podem ser mais impressionantes, mas não são atléticos. A potência de um músculo reside em sua capacidade de contração; quanto maior a diferença entre o relaxamento e a contração, maior sua potência.

- Acima de tudo, o APBT é um atleta completo. Sua constituição deve ser apta a proporcionar velocidade, força, agilidade e energia física, mental e emocional para suportar atividades extenuantes por longo tempo. Ele deve ser equilibrado em todas as direções; o exagero de uma característica vai roubar alguma coisa de outra.

largura dos ombros deve ser a mesma da traseira tendo um significativo estreitamento na cintura

A figura mostra a angulação traseira desejada. A linha que mostra o metatarso, deve estar perpendicular ao solo, e a linha que acompanha a tíbia, deve estar a 45 graus do solo.

- Para identificar a correta angulação, trace uma linha que parta do mais longo ponto da traseira em direção ao solo perpendicularmente ( 90 graus ). Ela deve se encaixar exatamente na frente das patas traseira em um cão bem angulado.

- Olhando por trás do cão, deve se procurar um paralelismo de metatarsos

Correta e incorretas

- Uma garupa longa e descendente é da maior importância, pois seu comprimento é o que permite que o fêmur funcione como uma alavanca. Esta garupa longa dá ao cão um aspecto ligeiramente carpeado - daí o tão comentado porte baixo da cauda.

- A pelve e os posteriores devem ser largos, proporcionando uma ampla superfície para inserção dos glúteos e dos biceps femoris - os principais propulsores desta máquina.

Falta : jarretes fechados ou abertos, mal angulados e garupa alta

14.PÉS

- Os pés são redondos, devem estar em proporção com o tamanho do cão, e devem ser bem arqueados e ajustados. As almofadas são duras, resistentes e bem almofadadas. Os ergots podem ser removidos.

Falta: pés espalmados

- Patas proporcionais ao tamanho do cão, bem arqueadas e justas. Patas espalmadas são desqualificantes.

As patas são essenciais para o desenvolvimento das atividades e são parte importante ao APBT.

15.CAUDA

- A cauda está inserida numa extenção natural da linha superior e vai se afilando para a ponta. Quando o cão está relaxado, a cauda é portada baixa e chega quase 'a ponta do jarrete. Quando o cão se movimenta, porta a cauda em nível com a linha superior. Quando o cão está excitado pode portar a cauda levantada em posição ereta (denominada: cauda de desafio), porém jamais a cauda deve ser postada sobre o dorso (denominada: cauda alegre).

Falta: Cauda longa ( a ponta da cauda ultrapassando a ponta do jarrete).


Falta séria: Cauda alegre (não deve ser confundida com a cauda de desafio). Cauda apresentando dobra ou quebrada.

Desqualificação: Cauda cortada.


- A Cauda é a extensão da coluna e quando o cão esta relaxado ela tende a se posicionar para baixo em direção ao jarrete.

Sua inserção é baixa e deve seu comprimento não deve passar o jarrete.

- Em movimento, a cauda e levemente levantada seguindo a direção da coluna

Quando o cão esta excitado, ela pode levantar-se a aproximadamente 45 graus sem penalizações, porem nunca cair sobre as costas do animal.

16.PELAGEM

- A pelagem é brilhante e lisa, deitada no corpo e moderadamente áspera ao toque.

Faltas: Pelagem crespa, ondulada ou rala.

Desqualificação: Pêlo longo.


17.CORES

- Qualquer cor ou distribuição de cores, bem como qualquer combinação de cores são aceitas.


18.ALTURA E PESO

- O APBT deve ser tanto poderoso como ágil, portanto o seu peso e sua altura são menos importantes do que a correta proporção entre altura e peso. O peso desejável de um macho adulto em boas condições oscila entre 35 e 60 pounds ( 15,87 e 27,21 kg). O peso desejável para a fêmea madura em boas condições oscila entre 30 e 50 pounds (13,60 e 22,67 kg). Cães acima dos pesos mencionados não devem ser penalizados a não ser que sejam desproporcionalmente musculosos ou pernaltas.

Falta : Pesos e alturas muito acima ou abaixo dos desejados

19.MOVIMENTAÇÃO

- O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores.

- Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção do centro da linha de balanço.

Faltas: Pernas que não se movem no mesmo plano, pernas com super alcance; cruzar as pernas dianteiras ou posteriores, pernas se movendo muito juntas ou se tocando, movimentação bamboleante, passo saltitante, andar em lateral, ação em hackney, movimentar-se com dificuldade.

- Depois do temperamento, a movimentação é o mais importante dos aspectos. Nela o APBT deve mostrar confiança, entusiasmo, coordenação, leveza. Os membros devem se lançar livremente, sem se tocarem ou cruzarem.

Note que as linhas claras indicam o alcance, e as linhas escuras indicam a movimentação ( elasticidade )

-Aqui uma movimentação correta. O posterior alcança o anterior sem cruzar a linha central
.
-Faltas típicas, no primeiro caso o cão não demonstra um paralelismo nos passos, pisando na linha central. No segundo, o cão não pisa os posteriores na mesma linha dos anteriores. No terceiro, não há um alcance dos posteriores em relação aos anteriores. No ultimo, há um ganho excessivo dos posteriores em relação aos anteriores.

DESQUALIFICAÇÕES
Criptorquidismo ou monorquidismo. Agressividade ou extrema timidez.
Surdez unilateral ou bilateral. Cauda cortada ou ausência de cauda. Albinismo.
Nota: Apesar de algum nível de agressividade ser característico da raça, a United Kennel Club espera que os apresentadores cumpram os regulamentos que visam o temperamento do cão nos eventos promovidos pela entidade.
ESCALA DE PONTOS
Aparência geral, temperamento.....................20............40
Cabeça, focinho, olhos, orelhas.....................25............10
Pescoço, ombros e peito................................15............15
Corpo..............................................................15............20
Pernas e pés...................................................15...........10
Cauda, pelagem e cor.....................................10.............5
Total...............................................................100..........100


Conclusão geral: Qualquer característica que atrapalhe a funcionalidade do APBT, deve ser considerada como falta. Qualquer característica que impossibilte sua funcionalidade deve ser considerada falta grave ou desqualificante. Sua funcionalidade está ligada ao esporte, exigindo um cão ágil, forte, corajoso, determinado, condicionado aerobicamente e extremamente dócil e obediente ao ser humano.
Um novo caso que envolve a raça American Pit-Bull Terrier nos Estados Unidos e se inicia timidamente no Brasil, mas que a cada ano vem ganhando força, é a criação de um novo conceito denominado nos Estados Unidos como: “American Bullys”, que são American Pit Bull Terriers, costumo dizer eu , na ponta das unhas a 20 gerações foram American Pit Bull Terriers Modernos, que cruzados inúmeras vezes diretamente com American Staffordshire Terriers, até as gerações que envolvem pais e avós e mais ou menos 10 anteriores, surge este conceito American Bully, coisa de Americano, American Dream, Sonho Americano,o maior é o melhor.
Hoje nos Estados Unidos já conta com uma entidade própria a ABKC (American Bully Kennel Club), já tem exposições exclusivas e revistas especializadas.
São fenotipicamente natos American Staffordshire Terriers hipertrofiados, hoje vemos varias linhas já desenvolvidas deste novo conceito.
Abaixo um exemplo de American Bully da linhagem Razors Edge.

BadBoyz Razors Edge P4P Busa – Canil BadBoyz EUA


Wagner Wilson Bettega (Castor)

RED BLOOD LINE KENNEL
Tradicionais e Modernos American Pit Bull Terriers
CURITIBA-PR-BRASIL
CANIL QUE EMITE PEDIGREES DA , ADBA (EUA), UKC (EUA) E
CBKC (BRASIL)
DEVIDAMENTE REGISTRADO NAS 3 ENTIDADES.
CONTROLE GENEALÓGICO DESDE 1898

PURE BREED FOREVER – AMERICAN PIT BULL TERRIER